Pavilhão de Portugal para a EXPO 92

Descrição

Maio de 1990 – Não Premiado

O astrolábio, o sextante, e alguns conhecimentos de Astronomia, auxiliavam os marinheiros do séc.XVI, a atravessar, “cegos”, mares de dimensões desconhecidas, descobrindo lugares até então “não existentes”.

A Estrela Polar indicava o Norte e permitia com o recurso a estes instrumentos medir a Altitude e daí derivar a Latitude. Sabia-se aproximadamente onde se estava.

Com a descoberta do campo magnético da Terra, passaram a ser utilizadas as agulhas magnéticas nos sistemas de orientação, que corrigiam os erros das leituras dos astrolábios.

Contudo, o Norte Magnético nem sempre coincidia com o Norte Real. Registava-se uma diferença irregular: o desvio. Esse erro do compasso era a incerteza que viria a ser racionalizada matematicamente e posteriormente incorporada no Conhecimento. As cartas passaram a ser (re)desenhadas todos dez anos, já que as “malhas magnéticas” deslizavam sobre as “geodésicas”.
Os lugares deslocava-se entre si (e de si), no tempo.

O erro passou a ser uma noção necessária nos sistemas de orientação no mar, para que se garantisse assim a permanência (relativa) do lugar.

Ficha Técnica

Dono de Obra
Comissariado de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha
Localização

Isla de la Cartuja, Sevilha, Espanha

Concurso
1990
Área

900 m2

Arquitectura

ARX Portugal, Arquitectos lda.

José Mateus

Nuno Mateus

Colaboradores

Begoña Fernandez-Shaw, Marisabel Marrat, Richard Labonte, Greg Lynn

Fotografia

Ricardo Vidargas

José Manuel