Univ. Católica Portuguesa – Campus Norte
Descrição
A estratégia deste projeto aceita como ponto de partida a vinculação na maior medida possível às áreas de referência e o essencial da distribuição dos usos programáticos indicados. Partindo desta base, pretendeu-se propor os seguintes princípios:
Embora exista o cuidado de estabelecer níveis de ligação entre os vários edifícios e programas, procura-se gerar um conjunto variável de soluções através da fragmentação da volumetria em vários blocos, autónomos, mas interdependentes. Desta forma procura-se mitigar a perceção de grande escala que alguns dos volumes propostos poderiam facilmente veicular, criando em diversos casos a sua fragmentação em corpos de escala menor. A proposta pretende desta forma vir a contribuir para uma ligação mais equilibrada com a sua envolvente e uma relação mais amável com o ser humano. Esta opção visa ainda oferecer a quem utilize este lugar para trabalhar ou estudar ou ainda quem habite na zona ou esteja simplesmente de passagem, um espectro de estímulos sensoriais mais rico dentro de uma lógica de construção e convivência em simbiose entre cidade e campus.
Apesar desta ideia de fragmentação, os volumes propostos unem-se integralmente através do seu embasamento, cave e ainda através de um percurso coberto exterior que cria pontos de ligação entre o edificado e os espaços exteriores de usufruto dos utilizadores do campus, propiciando uma experiência de escala mais humana.
Os volumes dedicados aos Espaços Académicos encontram-se posicionados a norte e poente, onde o volume mais alto estabelece uma relação de proximidade de escala com os blocos habitacionais a norte e o volume mais baixo fecha o campus a poente, resguardando o miolo do lote dos ventos dominantes de noroeste. Por outro lado, o volume da Reitoria posiciona-se a sul, junto à Avenida Lusíada, onde ocupa um lugar de destaque face à envolvente, ao campus sul e dentro do próprio campus norte onde confina o lado nascente do seu espaço exterior. O volume Multiusos encontra-se a nascente, numa posição de destaque face à Avenida dos Combatentes, tornando-se uma presença icónica de referência na cidade, que se associará a esta nova dimensão da universidade.
O posicionamento da volumetria construída visa ainda, ou sobretudo, promover a criação de uma praça central de encontro e reunião da vida académica, na sua frente sul, com adequada orientação solar, com vista sobre o campus existente. Através do recurso a jardins de cobertura, a um espaço térreo amplo e fresco, integrando água e uma arborização que contacta com ao espaço público envolvente, pretende-se conferir à intervenção uma atmosfera confortável, rica de contacto com a natureza, com a diversidade das estações e dos aromas, aspetos que rareiam numa boa parte da Avenida Lusíada e sua envolvente. A arborização do perímetro estabelece continuidade com a estrutura ecológica municipal e define um filtro que protege do exterior ruidoso e promove a fruição de um interior ameno e abrigado.
Ficha Técnica
Campus da Palma
54 555 m2
ARX Portugal, Arquitectos lda.
Nuno Mateus
José Mateus
Ana Sofia Amador, Dinis Ricardo, Eduardo Sousa, João Siopa Alves, Luísa Martinho
Fundações e estruturas, instalações
SAFRE, Estudos e Projectos de Engenharia, Lda.
Arquitectura Paisagista
NPK Arquitectos Paisagistas
Estudo de tráfego
Engimind
Visualizações e 3D
1825 empreiteiros digitais




































